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Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS 109/2009)

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Resumo de estudo · liberado
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Resumo Executivo

A Tipificação Nacional padroniza os serviços socioassistenciais do SUAS em Proteção Básica e Especial. Cada serviço possui usuários, objetivos, provisões, trabalho social, aquisições, acesso, unidade, funcionamento, abrangência, articulação e impacto. Pontos críticos: PAIF é exclusivo do CRAS e não terapêutico; SCFV é complementar ao PAIF; acolhimento é provisório e excepcional; república é para maiores de 18 anos; família acolhedora exige determinação judicial.

Pegadinhas de prova

5 pontos de atenção — o que mais derruba

1/5

Atenção na prova

PAIF não é terapia

O PAIF não possui caráter terapêutico. É um serviço de proteção social básica, não clínico.

2/5

Atenção na prova

SCFV é complementar ao PAIF

O SCFV não substitui o PAIF; é complementar e deve ser articulado a ele.

3/5

Atenção na prova

Acolhimento é provisório e excepcional

O acolhimento institucional não é permanente; deve visar a reinserção familiar ou comunitária.

4/5

Atenção na prova

República é para maiores de 18 anos

O serviço de república atende jovens de 18 a 21 anos, adultos e idosos, não crianças.

5/5

Atenção na prova

Família Acolhedora exige determinação judicial

O acesso ao serviço de família acolhedora ocorre somente por determinação do Poder Judiciário.

Pilares

Os grandes temas que sustentam o material

1
Proteção Social Básica

Serviços preventivos: PAIF (CRAS), SCFV (complementar), PSB no Domicílio. Foco no fortalecimento de vínculos e prevenção de riscos.

2
Proteção Social Especial de Média Complexidade

Serviços para violações de direitos: PAEFI, Abordagem Social, MSE, PSE para PCD/Idosos, Serviço para Pessoas em Situação de Rua. Ofertados no CREAS ou unidades referenciadas.

3
Proteção Social Especial de Alta Complexidade

Serviços de acolhimento: Institucional, República, Família Acolhedora, Calamidades. Garantem proteção integral e moradia temporária.

4
Estrutura Comum dos Serviços

Todos os serviços descrevem: usuários, objetivos, provisões, trabalho social, aquisições, acesso, unidade, funcionamento, abrangência, articulação e impacto.

Conceitos-chave

O que mais rende quando cai na prova

PAIF: Serviço Central da PSB

Ofertado exclusivamente no CRAS, sem caráter terapêutico. Princípios: universalidade, gratuidade, exclusividade estatal. Usuários prioritários: famílias em vulnerabilidade.

SCFV: Complementar ao PAIF

Serviço preventivo e proativo, organizado por faixas etárias com períodos de funcionamento específicos. Complementa o trabalho do PAIF.

PAEFI: Média Complexidade

Atende famílias e indivíduos com direitos violados. Ofertado no CREAS. Exige articulação com o Sistema de Garantia de Direitos.

Acolhimento Institucional: Provisório e Excepcional

Modalidades para diferentes públicos com capacidades específicas. Sempre provisório e excepcional, visando reinserção familiar.

República: Autogestão e Tempo Limitado

Para jovens (18-21), adultos em saída das ruas e idosos. Sistema de autogestão/cogestão, tempo de permanência limitado.

Família Acolhedora: Determinação Judicial

Acolhimento em residências de famílias cadastradas. Acesso somente por determinação do Poder Judiciário.

Abordagem Social: Busca Ativa

Identifica pessoas em situação de rua, trabalho infantil e exploração sexual. Funcionamento ininterrupto.

MSE: Jornada Máxima na PSC

Adolescentes em LA e PSC. Jornada máxima de 8h semanais na PSC. Acesso por encaminhamento judicial.

Números-chave

Prazos, percentuais e valores para memorizar com precisão

Capacidades de Acolhimento

Casa-Lar: até 10 crianças/adolescentes; Abrigo: até 20; Adultos e famílias: até 50 pessoas, 4 por quarto; Idosos: até 4 por quarto.

Períodos de Funcionamento

PAIF: mínimo 5 dias/semana, 8h/dia; SCFV: varia por faixa (0-6: até 1,5h; 6-15: até 4h; 15-17: até 3h); MSE: jornada máxima PSC 8h semanais.

Faixas Etárias do SCFV

0-6, 6-15, 15-17, 18-29, 30-59, idosos. Cada faixa tem descrição e objetivos específicos.

Idade para República

Jovens de 18 a 21 anos, adultos em saída das ruas e idosos. Tempo de permanência limitado.

Comparações

Quadros lado a lado para não confundir na hora

Comparação entre Serviços de Acolhimento
CritérioAcolhimento InstitucionalRepúblicaFamília AcolhedoraCalamidades
PúblicoCrianças, adultos, mulheres, PCD, idososJovens 18-21, adultos, idososCrianças e adolescentesFamílias e indivíduos atingidos
UnidadeCasa-Lar, Abrigo, etc.RepúblicaResidência da família acolhedoraUnidade referenciada
AcessoJudicial ou encaminhamentoEncaminhamentoDeterminação judicialNotificação da Defesa Civil
Funcionamento24h24h24hRegime de plantão
CaracterísticaProvisório e excepcionalAutogestão/cogestãoFamília cadastradaEmergencial
Comparação entre PAIF e SCFV
CritérioPAIFSCFV
NaturezaServiço central da PSBComplementar ao PAIF
CaráterNão terapêuticoPreventivo e proativo
UnidadeCRASCRAS ou unidade referenciada
FuncionamentoMínimo 5 dias/semana, 8h/diaPeríodos variados por faixa etária
UsuáriosFamílias em vulnerabilidadeIndivíduos por faixa etária

Por seção

O documento inteiro, destrinchado por parte

PAIF: Proteção e Atendimento Integral à Família

O Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) é o serviço central da Proteção Social Básica do SUAS, realizado no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Consiste em trabalho social continuado com famílias para fortalecer sua função protetiva, prevenir ruptura de vínculos, promover acesso a direitos e melhorar a qualidade de vida.

Características essenciais
  • Não possui caráter terapêutico.
  • Baseia-se no respeito à heterogeneidade dos arranjos familiares, valores, crenças e identidades.
  • Fundamenta-se no fortalecimento da cultura do diálogo e no combate a todas as formas de violência, preconceito, discriminação e estigmatização.
  • Princípios norteadores: universalidade e gratuidade de atendimento, com implementação exclusivamente estatal.
  • Oferta necessariamente no CRAS.
  • Em territórios de baixa densidade demográfica, pode ser realizado por equipes volantes ou CRAS itinerantes.
  • Todos os serviços da Proteção Social Básica do território devem ser referenciados ao CRAS e manter articulação com o PAIF.
Usuários prioritários
  • Famílias em situação de vulnerabilidade social decorrente de pobreza, precário ou nulo acesso a serviços públicos, fragilização de vínculos ou outras situações de risco.
  • Em especial:
    • Beneficiárias de programas de transferência de renda e benefícios assistenciais;
    • Famílias que atendem critérios de elegibilidade, mas ainda não contempladas;
    • Famílias com dificuldades vivenciadas por algum membro;
    • Pessoas com deficiência e/ou idosas em vulnerabilidade e risco social.
Objetivos
  • Fortalecer a função protetiva da família, melhorando a qualidade de vida.
  • Prevenir a ruptura dos vínculos familiares e comunitários.
  • Promover aquisições sociais e materiais, potencializando protagonismo e autonomia.
  • Promover acesso a benefícios, programas de transferência de renda e serviços socioassistenciais.
  • Promover acesso aos demais serviços setoriais.
  • Apoiar famílias com membros que necessitam de cuidados, por meio de espaços coletivos de escuta e troca de vivências.
Provisões
  • Ambiente físico: recepção, salas de atendimento individualizado e coletivo, sala administrativa, instalações sanitárias, com adequada iluminação, ventilação, conservação, privacidade, salubridade, limpeza e acessibilidade conforme normas da ABNT.
  • Recursos materiais: mobiliário, computadores, materiais permanentes e de consumo.
  • Materiais socioeducativos: artigos pedagógicos, culturais e esportivos; bancos de dados de usuários e serviços; Cadastro Único; Cadastro de Beneficiários do BPC.
  • Recursos humanos: conforme NOB-RH/SUAS.
Trabalho social essencial

Acolhida; estudo social; visita domiciliar; orientação e encaminhamentos; grupos de famílias; acompanhamento familiar; atividades comunitárias; campanhas socioeducativas; informação, comunicação e defesa de direitos; promoção ao acesso à documentação pessoal; mobilização e fortalecimento de redes sociais de apoio; desenvolvimento do convívio familiar e comunitário; mobilização para a cidadania; conhecimento do território; cadastramento socioeconômico; elaboração de relatórios e/ou prontuários; notificação de situações de vulnerabilidade e risco social; busca ativa.

Aquisições dos usuários por segurança
  • Segurança de acolhida: ter acolhidas demandas, interesses, necessidades e possibilidades; receber orientações e encaminhamentos; ter acesso a ambiência acolhedora; ter assegurada privacidade.
  • Segurança de convívio familiar e comunitário: vivenciar experiências que fortaleçam vínculos; ampliar capacidade protetiva; ter acesso a serviços de qualidade.
  • Segurança de desenvolvimento da autonomia: vivenciar experiências de respeito, participação cidadã, construção de projetos, desenvolvimento de potencialidades, redução do descumprimento de condicionalidades do PBF, acesso a documentação civil, fortalecimento da cidadania, acesso a informações e encaminhamentos a políticas de emprego e renda.
Condições e formas de acesso
  • Condições: famílias territorialmente referenciadas ao CRAS, em especial: em reconstrução de autonomia ou vínculos; com crianças, adolescentes, jovens e idosos em serviços socioassistenciais; com beneficiários do BPC; inseridas em programas de transferência de renda.
  • Formas de acesso: procura espontânea; busca ativa; encaminhamento da rede socioassistencial; encaminhamento das demais políticas públicas.
Unidade, funcionamento e abrangência
  • Unidade: CRAS.
  • Período de funcionamento: mínimo de 5 dias por semana, 8 horas diárias, necessariamente no período diurno, podendo eventualmente executar atividades complementares à noite, com possibilidade de funcionar em feriados e finais de semana.
  • Abrangência: municipal; em metrópoles e municípios de médio e grande porte, corresponde ao território de abrangência do CRAS, conforme incidência da demanda.
Articulação em rede e impacto social
  • Articulação: serviços socioassistenciais de proteção básica e especial; serviços públicos locais de educação, saúde, trabalho, cultura, esporte, segurança pública; conselhos de políticas públicas e de defesa de direitos; instituições de ensino e pesquisa; serviços de enfrentamento à pobreza; programas de preparação para o trabalho e inclusão produtiva; redes sociais locais.
  • Impacto social esperado: redução da ocorrência de situações de vulnerabilidade social; prevenção de riscos sociais, seu agravamento ou reincidência; aumento de acessos a serviços socioassistenciais e setoriais; melhoria da qualidade de vida das famílias residentes no território.

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FlashcardTipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS 109/2009)
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Questões · amostra grátis (3)

Questão · bancaTipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS 109/2009)

Sobre o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF), assinale a alternativa correta.

Questão · bancaTipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS 109/2009)

De acordo com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, quem são os usuários prioritários do PAIF?

Questão · bancaTipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS 109/2009)

Qual é o período mínimo de funcionamento do PAIF?

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